O Espetáculo
COSMOS: CORPO-RIO EM CRUZO, primeira peça do Núcleo Abantesma, é uma experiência de teatro performativo que parte da recusa à ideia de que existe um caminho único, coerente ou pacífico para a retomada do próprio corpo. Abordando temas como xenofobia, colonialismo, racismo, infâncias e violências de gênero, a peça se nutre das tensões entre repulsa e desejo para dar corpo a uma dramaturgia que combina autoficção, metalinguagem, realismo fantástico e pornoterrorismo, em uma verborragia sinestésica, erótica e (auto)irônica.
Prólogo: o Núcleo Abantesma devora a poesia de Antonin Artaud em um rito de abertura.
Primeiro ato: focado na autoficção, apresenta uma narrativa não linear que confronta questões de territorialidade, pertencimento, autonomia e autoafirmação na perspectiva das artistas em cena. Deslocamento, fetichismo, invisibilidade e hipervisibilidade operam como forças em disputa.
Segundo ato: quando a encruzilhada vira rio, a peça mergulha nas metanarrativas, deslocando perspectivas e subvertendo linguagens, mesclando seriedade e paródia em uma revisão iconoclasta da própria história do teatro e de alguns mitos fundadores da cultura brasileira.
Epílogo: um rito de encerramento, conduzido pelo 1º Manifesto do Núcleo Abantesma.
Leitura Dramática
Ficha Técnica
Atuações: Bhreenndo Mendes, Du Fernandes e Mandú Carvalho.
Interpretação Musical: Gabs Sanguinete e Will Samos.
Direção: Mandú Carvalho.
Apoio de Direção: Hugho Carvalho.
Dramaturgia: Henri Ferraz e Mandú Carvalho.
Arranjos: Will Samos.
Figurino: k8 Valença.
Videoartes: Wil S. Sousa.
Projeto CORPO-RIO EM CRUZO, contrato n.º 029/2025, beneficiado pelo Fundo Municipal de Cultura via Edital 008/P/2025 – Jovens Artistas. O conteúdo desta obra é de responsabilidade exclusiva das autoras e não representa a opinião dos membros do Conselho Gestor do Fundo Municipal de Cultura ou da Fundação Cultural Cassiano Ricardo.
